Meu testemunho vai ser breve porque ainda estou sem palavras diante do que presenciei.
PRIMEIRA PARTE
Elas chegaram a este local em agosto de 2024. E os primeiros quinze dias foram os mais impressionantes.
Ocorre que eu adoeci de uma forte gripe dias depois de ter recebido estas babosas em casa.
Antes disso, eu tinha colocado cada uma em um balde contendo entre 500ml e 750ml, aproximadamente.
A ideia era que ficassem em contato com a água por 24 horas antes de serem replantadas no solo para que recebessem hidratação.
Elas tinham chegado há uns dias e ainda não tinha sido possível replantá-las.
Com a gripe, as babosas foram esquecidas por 15 dias. E a água dentro do balde não apodreceu.
SEGUNDA PARTE
Era certo que em situação normal, a falta de oxigênio teria promovido decomposição da matéria orgânica em pouco mais de 48 horas. Especialmente na babosa, planta conhecida por abrigar muita água em suas folhas. Por isso mesmo, sua tolerância a ambiente molhado é baixa.
Porém, após 15 dias de esquecimento, verifiquei que a água no balde
continuava com cor e cheiro normal, assim como a aparência das plantas, que já
reluziam diferente, com mais brilho.
TERCEIRA PARTE
Vendo esta situação aparentemente inexplicável e "incorreta" acontecer, senti que não devia jogar esta água fora, nem replantar as babosas.
Em vez disso, deixei no mesmo lugar que tinham sido acomodadas: debaixo da pia, na cozinha do meu escritório, com pouquíssima luz natural.
Em alguns meses, percebi que o nível da água no balde estava baixando. Mas a planta continuava apresentando brotos em uma velocidade que nenhuma outra planta do jardim conseguia competir.
Cresceram com as folhas finas, apesar da exuberância da cor verde, diferente das plantas fortes que se desenvolveram no solo, em condições gerais mais favoráveis: com terra, e recebendo água e luminosidade em quantidades aceitáveis.
No final, após cerca de quatro anos, a falta de água e de terra gerou ressecamento na raiz. Lentamente, as folhas começaram a se desprender, desde meados de junho de 2026.
Primeiro estão caindo as maiores, mais finas e longas.
Depois serão os brotinhos, de cor verde florescente.
Gratidão, plasma.
SOBRE O NANOREVESTIMENTO PROLONGADO
Por outro "descuido", a bobina que iniciou seu processo de nanorevestimento em julho de 2022 também foi esquecida em um momento em que as práticas do plasma estavam suspensas da agenda cotidiana.
Assim, se passaram vários meses, até completar dois anos, aproximadamente em agosto de 2024, quando as babosas chegaram à cozinha.
A bobina foi esquecida no vão da janela basculante, na cozinha.
Recentemente, este nanorevestimento completou 4 anos (fotografia abaixo), com a mesma soda cáustica.



